23 de set. de 2011

Tão doce infância...

Lembranças chegam quando menos esperamos né...
      Hoje, durante a aula de física, meu professor utilizou massinha de modelar para fazer um "experimento". Amassou-a como uma esfera e jogou ao chão.
      Quando pegou a deformada bolinha em suas mãos, deixou uma marquinha no piso. Marca que, ninguém além de mim, reparou.
      Veio-me na cabeça a lembrança de uma boa fase da minha infância, foi estranho, sem sentido algum, mas gostoso de lembrar, rs.
      Lembrei de quando brincávamos eu e meu irmão com massinhas de modelar, achávamos tão legal... como algo que hoje pode ser tão banal, ontem era demais?
      Ri e até comentei com quem estava ao redor, quando me recordei de mamãe brigando conosco ao passarmos aquela esfera colorida que ia diminuindo diminuindo... até virar uma cobrinha, pois a massinha manchava, justamente, o chão que com tanto cuidado e trabalho fora encerado. De nada adiantava a bronca, continuávamos rindo, sentados, brincando, como se aquelas palavras tivessem evaporado antes de chegarem aos nossos ouvidos, crianças.
      Ser criança é tão... indescritível. É o bonito sinônimo de inocência e verdade, tão diferente de quando somos jovens, quase adultos, que muitas vezes, não podemos sair por aí falando tudo que pensamos ou deixamos de pensar para qualquer um, que pensamos em ofensas, omissões e mentiras, diversas vezes. Futuros adultos que tem em suas mãos a responsabilidade de todo um futuro imprevisível, que só dependerá de nós, da nossa capacidade...
      Escrevendo, me recordei também,  de quando mamãe novamente, brigava ao soltarmos bolhinha de sabão pelos cantos da casa, o sabão também manchava o chão encerado, rs.
      Mas daquela vez era diferente, eu ia correndo para a janela, então, soltá-las. Via aquelas bolhinhas saindo de minhas mãos como um simples sopro. Bolhinhas que brilhavam à luz do Sol e saíam por aí, sem rumo, de acordo com o vento, até não mais resistirem e estourarem. Eu fica triste quando daquelas mais bonitas e maiores, produzidas com cuidado estouravam, era como se meu trabalho todo, hoje simples trabalho, não tivesse valido de nada.
Mães são mãos;
Os filhos? As bolhinhas...
Eu sei como é; eu lhe entendo.

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