1 de set. de 2011

os piores trinta minutos...



Um dia quente e, ao contrário do que se esperava, feio, escuro.
A chuva ameaçava desabar, mas só fazia.
O dia era típico de angústia, sentimento que gritava em seu peito desde que abriu os olhos e desejou "Bom dia" à vida.
Parecia tudo estar planejado para o final do dia, o terrível final do dia.
O momento, talvez mais dolorido de sua vida.
O momento em que seu peito gritou tanto de dor que o som ecoou pela garganta e olhos.
O momento em que ouviu de seu bem mais preciso, de onde veio, que não era seu sonho; que antes não tivesse nascido, não causaria dor; que antes só tivesse vindo sua outra parte.
Como se não bastasse, soube, também, ser quem estragou sua própria família, a partir daquele instante.
Tais palavras saíram do emissor com tanta força e vontade, que acreditou. Marcou. E de seu peito não saíra mais, passe o tempo que for.
Durante os seguintes dias, esses "dizeres" não conseguiam apagar de sua mente, não iam embora de jeito algum. E sempre que lembrava, sentia seus olhos inundarem e seu rosto queimar.
Mesmo tomando aquela apunhalada no peito, não desejou em momento algum que tivesse outro emissor, um diferente, de palavras brandas e que melhor lhe entendesse, não. Amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário