Lembranças chegam quando menos esperamos né...
Hoje, durante a aula de física, meu professor utilizou massinha de modelar para fazer um "experimento". Amassou-a como uma esfera e jogou ao chão.
Quando pegou a deformada bolinha em suas mãos, deixou uma marquinha no piso. Marca que, ninguém além de mim, reparou.
Veio-me na cabeça a lembrança de uma boa fase da minha infância, foi estranho, sem sentido algum, mas gostoso de lembrar, rs.
Lembrei de quando brincávamos eu e meu irmão com massinhas de modelar, achávamos tão legal... como algo que hoje pode ser tão banal, ontem era demais?
Ri e até comentei com quem estava ao redor, quando me recordei de mamãe brigando conosco ao passarmos aquela esfera colorida que ia diminuindo diminuindo... até virar uma cobrinha, pois a massinha manchava, justamente, o chão que com tanto cuidado e trabalho fora encerado. De nada adiantava a bronca, continuávamos rindo, sentados, brincando, como se aquelas palavras tivessem evaporado antes de chegarem aos nossos ouvidos, crianças.
Ser criança é tão... indescritível. É o bonito sinônimo de inocência e verdade, tão diferente de quando somos jovens, quase adultos, que muitas vezes, não podemos sair por aí falando tudo que pensamos ou deixamos de pensar para qualquer um, que pensamos em ofensas, omissões e mentiras, diversas vezes. Futuros adultos que tem em suas mãos a responsabilidade de todo um futuro imprevisível, que só dependerá de nós, da nossa capacidade...
Escrevendo, me recordei também, de quando mamãe novamente, brigava ao soltarmos bolhinha de sabão pelos cantos da casa, o sabão também manchava o chão encerado, rs.
Mas daquela vez era diferente, eu ia correndo para a janela, então, soltá-las. Via aquelas bolhinhas saindo de minhas mãos como um simples sopro. Bolhinhas que brilhavam à luz do Sol e saíam por aí, sem rumo, de acordo com o vento, até não mais resistirem e estourarem. Eu fica triste quando daquelas mais bonitas e maiores, produzidas com cuidado estouravam, era como se meu trabalho todo, hoje simples trabalho, não tivesse valido de nada.
Mães são mãos;
Os filhos? As bolhinhas...
Eu sei como é; eu lhe entendo.
...para expressarmos sentimentos, sensações e desejos que abrigamos em nosso silêncio...!
23 de set. de 2011
7 de set. de 2011
5 de set. de 2011
Saudade do tempo que parece não voltar...
É ruim demais olhar para você todos os dias e não te sentir perto de mim como antes.
Descobri que o silêncio e a solidão são as piores coisas que podem 'acompanhar' o ser humano.
Como éramos felizes lembra?
Como riamos; como falávamos besteiras...
Como cada momento nosso era tão simples, mas fundamental.
Que saudade que sinto do seu abraço, do seu sorriso e das suas palhaçadas, quando referidas a mim.
Que saudade dos nossos segredos; que saudade de chegar feliz em casa, abrir a porta e ver você sorrindo para mim, me perguntando como foi na escola.
Que saudade de passar horas e horas deitada ao seu lado vendo televisão, sábado, domingo...
Que saudade da sua companhia!
Que saudade de você!
Que saudade do seu carinho, das suas palavras de conforto, de preocupação...
Que saudade do seu nítido amor por mim!
Me sinto tão sozinha, tão triste.
Não tenho mais vontade de rir, a não ser com o seu sorriso, mesmo que não se refira a mim.
Como eu queria que tudo fosse diferente.
Ai, que saudade!
Descobri que o silêncio e a solidão são as piores coisas que podem 'acompanhar' o ser humano.
Como éramos felizes lembra?
Como riamos; como falávamos besteiras...
Como cada momento nosso era tão simples, mas fundamental.
Que saudade que sinto do seu abraço, do seu sorriso e das suas palhaçadas, quando referidas a mim.
Que saudade dos nossos segredos; que saudade de chegar feliz em casa, abrir a porta e ver você sorrindo para mim, me perguntando como foi na escola.
Que saudade de passar horas e horas deitada ao seu lado vendo televisão, sábado, domingo...
Que saudade da sua companhia!
Que saudade de você!
Que saudade do seu carinho, das suas palavras de conforto, de preocupação...
Que saudade do seu nítido amor por mim!
Me sinto tão sozinha, tão triste.
Não tenho mais vontade de rir, a não ser com o seu sorriso, mesmo que não se refira a mim.
Como eu queria que tudo fosse diferente.
Ai, que saudade!
1 de set. de 2011
os piores trinta minutos...
Um dia quente e, ao contrário do que se esperava, feio, escuro.
A chuva ameaçava desabar, mas só fazia.
O dia era típico de angústia, sentimento que gritava em seu peito desde que abriu os olhos e desejou "Bom dia" à vida.
Parecia tudo estar planejado para o final do dia, o terrível final do dia.
O momento, talvez mais dolorido de sua vida.
O momento em que seu peito gritou tanto de dor que o som ecoou pela garganta e olhos.
O momento em que ouviu de seu bem mais preciso, de onde veio, que não era seu sonho; que antes não tivesse nascido, não causaria dor; que antes só tivesse vindo sua outra parte.
Como se não bastasse, soube, também, ser quem estragou sua própria família, a partir daquele instante.
Tais palavras saíram do emissor com tanta força e vontade, que acreditou. Marcou. E de seu peito não saíra mais, passe o tempo que for.
Durante os seguintes dias, esses "dizeres" não conseguiam apagar de sua mente, não iam embora de jeito algum. E sempre que lembrava, sentia seus olhos inundarem e seu rosto queimar.
Mesmo tomando aquela apunhalada no peito, não desejou em momento algum que tivesse outro emissor, um diferente, de palavras brandas e que melhor lhe entendesse, não. Amor.
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