10 de jan. de 2012

Às vezes a vida se cansa...

A vida se cansou de viver as escondidas.
A vida se cansou de esconder sua felicidade.
A vida se cansou de se ver passar diante de seus próprios olhos e não poder entrar em si e seguir o caminho destinado a qualquer ser humano, a felicidade.
A vida se cansou de sempre ter que ficar tentando amenizar situações.
A vida se cansou de ter que dar explicações até por estar calada, como se ela tivesse todos os motivos do mundo para viver sorrindo. Sim, ela agradece por tudo que tem, mas não sabe, acha que deve ser mais. Acha que envolve também realização pessoal.
A vida se cansou de viver a vida dos outros, ela quer se viver, ser vivida. Há tantos sonhos guardados em seu peito. Ela quer vivê-los. Será demais?
A vida se cansou de lutar, de tentar explicar, de chorar...
A vida se cansou de ser mantida em cativeiro e ter que achar normal.
A vida se cansou de dar tudo de si para ser um orgulho, para trazer satisfações ao próximo e tentar mostrar que pode ser quem sempre sonharam que fosse.
A vida se cansou de fingir que está bem, mesmo estando destruída.
A vida se cansou...

Não quero assistir minha vida sentada em uma janela. Sou ser humano. Seres humanos tem vontades, sonhos e ânsia de viver, dizia a vida.
A vida não quer criar intrigas, nem entrar em mais uma briga.
A Vida só usa este espaço como válvula de escape, ela precisa.
(09/01/11 - 00:30)

15 de dez. de 2011

Aos meus amigos formados,


Três anos se passaram... Foi tudo tão rápido, tão intenso, que nem sentimos o tempo voar.

Parece que foi ontem que entramos por aquela portaria, admirados e assustados, sem saber o que seria de nós naquele novo mundo que, na época, era o ensino médio. Entramos confiantes de que, no futuro, conseguiríamos passar no tão sonhado vestibular. Faltava tanto tempo... E hoje estamos aqui, a dias de saber qual será o nosso destino.

Lembro-me de que logo no primeiro dia de aula, o Heron entrou na nossa sala e disse algo parecido com “Bem-vindos ao vestibular, o jogo começou”. Aquelas palavras soaram como um desafio e tenho certeza que em quase todos nós, causaram arrepio. Sorri. Não sei se por nervosismo e tensão ou alegria, mas sorri.

Chegamos lá e fomos tão bem acolhidos por nossos tão queridos funcionários e professores que logo o medo cessou. Laços começaram a se formar, o convívio foi tornando-se agradável. Passou tão rápido...

A vocês professores, obrigada por alegrarem nossas manhãs e tardes, dando-nos o conhecimento com muita paciência e carinho nos olhares. Cada um de vocês, com suas características próprias, marcaram a vida de cada um desses 120 alunos aqui presentes.

Uns já nem temos mais contato, passaram rápido, mas não passaram sem deixar lembranças boas. Outros permaneceram conosco até este fim, ajudando-nos a caminhar passo a passo rumo ao sucesso. Formamos uma verdadeira família, como dizia nosso querido Lino. Que, na primeira vez em que disse isso, todos riram, mas parando para pensar... E não é mesmo que formamos uma verdadeira família?

Não posso deixar de citar todos os nossos queridos professores, obrigada Ana Maria, Anderson, André, Almir, Bruno, Chicão, Chico, Clayton, Coelho, Da Matta, Daniele, Delço, Delmonte, Espinga, Furukawa, Geovana, Grácia, Heron, Juliana, Lino, Octávio, Paixão, Paula, Pavani, Perrenoud, Pig, Pinga, Rafael Miceli, Riscala e por último, e não menos importante Zé Maria.  Obrigada! Obrigada por cada palavra de ajuda, de carinho, piadas, sorrisos que vocês arrancaram de nós diariamente durante esses três anos, vocês são demais, inesquecíveis.

E quanto a nós alunos, meus amigos...
No início, fomos unidos apenas por um objetivo comum. Ainda recuados e desconfiados. Mas aos poucos a convivência foi nos aproximando, nos encantando. Sempre colegas, soubemos conviver e respeitar-nos. Lutamos, sobrevivemos e crescemos, acima de tudo, como seres humanos. E, por tudo, a saudade há de ficar.

Sei que em breve, cada um partirá para um lado, rumo aos seus sonhos. Espalhar-nos-emos por esse Brasil pregando o que aprendemos, levando histórias e lembranças de sorrisos no coração de cada um, tenho certeza.

Chegamos como tremendas crianças, os meninos ainda baixinhos, as meninas ainda escrevendo em diários. Crianças que ainda não queriam largar a liberdade para agarrar a responsabilidade. Hoje, somos verdadeiras mulheres e homens responsáveis, capazes de compreender a verdadeira essência desse mundo em que vivemos.

Vocês foram essenciais nesses três anos.
Se parássemos para contar o que vivemos nesse tempo, daria para montar um livro, e que livro bom... Uma mistura de Aventura, Comédia, Romance, Drama, Suspense, Terror...

Palavras, sorrisos e abraços ficarão guardados a sete chaves, com um sistema de segurança tão seguro, que tempo nenhum será capaz de apagar.
Nossa jornada, que no primeiro ano parecia tão longa, termina por aqui, mas a vida continua. O mundo precisa da gente, então vamos à luta nunca nos esquecendo de aproveitar a vida.

Viva como se cada segundo fosse o último. Grite quando tiver vontade de gritar. Fale quando algo vier a sua cabeça. Não guarde momentos tristes ou felizes para si, tem sempre alguém que irá querer compartilhá-los com vocês, seja qual ele for. Sorria quando olhar para uma formiga e vir que aquele bichinho tão pequeno carrega uma folha em suas costas que tem quase o triplo de seu tamanho. Quando alguma coisa fizer você chorar olhe para o lado, olhe para a janela e veja o mundo que lhe rodeia. Pare e pense nos problemas alheios. Será que a sua unha quebrada ou o seu carro arranhado são desastres tão destruidores? O relógio está aí no seu pulso, na parede de sua casa... Olhe para ele, mas olhe rápido para não perder muito tempo. Está vendo os ponteiros? Estão girando. O tempo está passando. O tempo está acabando. Cada respiração que dou; cada palavra que leio, morro um pouco. Já parou para pensar nisso? Pense. Mas não reflita por muito tempo, pois ele está acabando.  Não tenha medo de ser feliz; não tenha medo de viver.

Desejo a todos, do fundo do meu coração, um futuro de muita luz e realizações. Vocês são indescritíveis.
Obrigada.

23 de set. de 2011

Tão doce infância...

Lembranças chegam quando menos esperamos né...
      Hoje, durante a aula de física, meu professor utilizou massinha de modelar para fazer um "experimento". Amassou-a como uma esfera e jogou ao chão.
      Quando pegou a deformada bolinha em suas mãos, deixou uma marquinha no piso. Marca que, ninguém além de mim, reparou.
      Veio-me na cabeça a lembrança de uma boa fase da minha infância, foi estranho, sem sentido algum, mas gostoso de lembrar, rs.
      Lembrei de quando brincávamos eu e meu irmão com massinhas de modelar, achávamos tão legal... como algo que hoje pode ser tão banal, ontem era demais?
      Ri e até comentei com quem estava ao redor, quando me recordei de mamãe brigando conosco ao passarmos aquela esfera colorida que ia diminuindo diminuindo... até virar uma cobrinha, pois a massinha manchava, justamente, o chão que com tanto cuidado e trabalho fora encerado. De nada adiantava a bronca, continuávamos rindo, sentados, brincando, como se aquelas palavras tivessem evaporado antes de chegarem aos nossos ouvidos, crianças.
      Ser criança é tão... indescritível. É o bonito sinônimo de inocência e verdade, tão diferente de quando somos jovens, quase adultos, que muitas vezes, não podemos sair por aí falando tudo que pensamos ou deixamos de pensar para qualquer um, que pensamos em ofensas, omissões e mentiras, diversas vezes. Futuros adultos que tem em suas mãos a responsabilidade de todo um futuro imprevisível, que só dependerá de nós, da nossa capacidade...
      Escrevendo, me recordei também,  de quando mamãe novamente, brigava ao soltarmos bolhinha de sabão pelos cantos da casa, o sabão também manchava o chão encerado, rs.
      Mas daquela vez era diferente, eu ia correndo para a janela, então, soltá-las. Via aquelas bolhinhas saindo de minhas mãos como um simples sopro. Bolhinhas que brilhavam à luz do Sol e saíam por aí, sem rumo, de acordo com o vento, até não mais resistirem e estourarem. Eu fica triste quando daquelas mais bonitas e maiores, produzidas com cuidado estouravam, era como se meu trabalho todo, hoje simples trabalho, não tivesse valido de nada.
Mães são mãos;
Os filhos? As bolhinhas...
Eu sei como é; eu lhe entendo.

7 de set. de 2011

O sonho...

"...E ela abria-me os braços. E eu ficava."

(Fragmento de Olavo Bilac)

5 de set. de 2011

Saudade do tempo que parece não voltar...

É ruim demais olhar para você todos os dias e não te sentir perto de mim como antes.
Descobri que o silêncio e a solidão são as piores coisas que podem 'acompanhar' o ser humano.
Como éramos felizes lembra?
Como riamos; como falávamos besteiras...
Como cada momento nosso era tão simples, mas fundamental.
Que saudade que sinto do seu abraço, do seu sorriso e das suas palhaçadas, quando referidas a mim.
Que saudade dos nossos segredos; que saudade de chegar feliz em casa, abrir a porta e ver você sorrindo para mim, me perguntando como foi na escola.
Que saudade de passar horas e horas deitada ao seu lado vendo televisão, sábado, domingo...
Que saudade da sua companhia!
Que saudade de você!
Que saudade do seu carinho, das suas palavras de conforto, de preocupação...
Que saudade do seu nítido amor por mim!
Me sinto tão sozinha, tão triste.
Não tenho mais vontade de rir, a não ser com o seu sorriso, mesmo que não se refira a mim.
Como eu queria que tudo fosse diferente.
Ai, que saudade!

1 de set. de 2011

os piores trinta minutos...



Um dia quente e, ao contrário do que se esperava, feio, escuro.
A chuva ameaçava desabar, mas só fazia.
O dia era típico de angústia, sentimento que gritava em seu peito desde que abriu os olhos e desejou "Bom dia" à vida.
Parecia tudo estar planejado para o final do dia, o terrível final do dia.
O momento, talvez mais dolorido de sua vida.
O momento em que seu peito gritou tanto de dor que o som ecoou pela garganta e olhos.
O momento em que ouviu de seu bem mais preciso, de onde veio, que não era seu sonho; que antes não tivesse nascido, não causaria dor; que antes só tivesse vindo sua outra parte.
Como se não bastasse, soube, também, ser quem estragou sua própria família, a partir daquele instante.
Tais palavras saíram do emissor com tanta força e vontade, que acreditou. Marcou. E de seu peito não saíra mais, passe o tempo que for.
Durante os seguintes dias, esses "dizeres" não conseguiam apagar de sua mente, não iam embora de jeito algum. E sempre que lembrava, sentia seus olhos inundarem e seu rosto queimar.
Mesmo tomando aquela apunhalada no peito, não desejou em momento algum que tivesse outro emissor, um diferente, de palavras brandas e que melhor lhe entendesse, não. Amor.

6 de ago. de 2011

Sem nexo


Bem sei que pelas costas de um riso frouxo há sempre um rio de lágrimas querendo flutuar por um rosto que não sabe esconder quando triste está.
Era estranho.
Eu ria.
Não entendia o motivo de tanto riso, mas ria...
Até que me deparei com uma vontade louca de chorar
E enquanto tentava entender,
Minhas lágrimas mesclavam-se entre o bem e o mal.
Eu chorava por rir; eu chorava por chorar.

(05.08.11)